BANCO DE CAPACITORES | MF CAPACITORES - LIMEIRA/SP

5 Técnicas para corrigir o fator de potência com o banco de capacitor

No mundo da elétrica algo muito conhecido entre todos os profissionais da área é a questão do aproveitamento da energia elétrica consumidas nos equipamentos em determinadas instalações, o famoso Fator de Potência.

     O fator de potência possui características de corrente adiantada ou atrasada, isso vai depender muito da carga que está empregada no circuito. As cargas também possuem três tipos, sendo elas:

     • Resistiva: corrente e tensão estão em fase nesse sistema, e seu fator de potência no caso é unitário;

 

    • Indutivo: nesse tipo de carga a corrente possui um atraso em relação a tensão, isso pois produz potência reativa, sendo assim seu fator de potência é atrasado;

 

    • Capacitivo: oposto do indutivo, ou seja, a corrente encontra-se adiantada da tensão, embora a carga também produza potência reativa, porém com característica diferente da induzida, nesse caso dizemos que o FP é adiantado.

 

Dessa maneira, os melhores circuitos são os que se comportam perto de um resistivo, porém em grandes instalações com diversas cargas indutivas (motores elétricos e lâmpadas com reatores) isso fica cada vez mais difícil, sendo assim a única saída é instalar banco de capacitores para realizar o processo contrário da indução e dessa forma aproximar o FP de 1.

A concessionária da cidade provê a distribuição de energia ativa e reativa, sendo a primeira aproveitada para realização de trabalho medida em kW e a reativa útil apenas para magnetizar bobinas em motores e transformadores, medida em kVAr.

 

CORRIGINDO O FATOR DE POTÊNCIA COM BANCO DE CAPACITORES


De acordo com a resolução normativa Nº569 da ANEEL, o FP considerado ideal é 0,92 e que deve ser mantida pelos clientes em suas instalações, caso esse FP seja menor é cobrado multas conforme contrato estabelecido entre concessionária – cliente.

Dessa forma a prática adotada pelas empresas para evitar as multas é a instalação dos bancos de capacitores. De acordo com alguns estudos, o FP irregular afeta diretamente a geração e transmissão da energia elétrica.

Visando uma boa conservação de energia e uma boa relação custo/benefício é adotado cinco maneiras de instalar um banco de capacitor, veja a seguir:

• Correção na entrada de energia de alta tensão: esse método corrige somente o FP avaliado pela concessionária, porém não elimina os problemas internos;

 

• Correção na entrada de energia de baixa tensão: aplicado em geral em instalações com potencias nominais diferentes e sem uniformidade na utilização. Esse método utiliza banco de capacitores automáticos e consegue corrigir expressivamente o FP, uma desvantagem é em não possuir alívio sensível dos alimentadores de cada equipamento;

 

• Correção por agrupamento de carga: nessa técnica é aplicada os bancos de capacitores em um determinado conjunto de cargas pequenas que efetuam potências mecânicas menores de 10cv e dessa forma é realizado a correção. A instalação deve ser feita no quadro de distribuição de alimentação dos equipamentos. Esse método não reduz a corrente;

 

• Correção local: nessa modalidade, é instalado o banco de correção junto ao equipamento que precisa de ser corrigido o fator de potência. Esse método consiste na solução mais adequada, pois reduz as perdas energéticas, reduz a carga nos circuitos de alimentação e utiliza-se um único sistema de start do capacitor e equipamento, gerando potência reativa onde é necessário;

 

• Correção mista: a melhor e mais completa técnica de instalação quando o tema é conservação de energia. Nesse método é instalado um capacitor fixo no lado secundário do transformador, os motores de 10cv são corrigidos de forma local, mas tenha cuidado com motores com alta inércia. Já os inferiores a 10cv são corrigidos em grupo, as lâmpadas com reatores são corrigidas na entrada da rede e na entrada é instalado um banco de capacitor automático de pequena potência, somente para equalizar o circuito.

 

Fonte: Saber Elétrica